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Conselho da Europa aprova suspensão da Rússia


Ministro das Relações Exteriores da Itália diz que era uma “medida necessária à luz da agressão militar inaceitável da Rússia contra a Ucrânia”


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RT O Conselho da Europa aprovou nesta sexta-feira (25) uma moção para suspender os direitos de representação da Rússia na instituição, que foi formada após a Segunda Guerra Mundial para proteger os direitos humanos e o estado de direito em todo o continente.

“A decisão adotada hoje significa entretanto que a Federação Russa continua sendo membro do Conselho da Europa e parte das convenções relevantes do Conselho da Europa, incluindo a Convenção Europeia de Direitos Humanos”, disse a organização em comunicado.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, saudou a medida, dizendo que seu país “considera isso uma medida necessária à luz da agressão militar inaceitável da Rússia contra a Ucrânia, o que constitui uma grave violação do direito internacional”.

A decisão segue o ataque militar maciço da Rússia contra a Ucrânia, que o Kremlin afirma ter sido lançado em apoio aos líderes separatistas que pediram apoio a Moscou.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, anunciou que o Conselho consideraria a participação da Rússia no órgão.

Após a decisão, Vladimir Dzhabarov, primeiro vice-presidente do Comitê de Relações Exteriores do Conselho da Federação da Rússia, exigiu que o Conselho da Europa devolvesse a taxa anual paga por Moscou à instituição sediada em Estrasburgo.

“Caro Conselho da Europa, se bem me lembro, as contribuições foram pagas no início do ano. Então, seja gentil, mostre decência e devolva a contribuição russa para o ano em curso. Tudo é justo!!!” o senador escreveu em seu canal Telegram. O valor é estimado em 32,5 milhões de euros.

Moscou lançou um pesado ataque militar contra a Ucrânia na quinta-feira – poucos dias depois de reconhecer a independência das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk no Donbass.

O reconhecimento foi uma resposta ao suposto descumprimento da Ucrânia de suas obrigações sob os acordos de Minsk, que foram em 2014 e 2015 para resolver o conflito entre os separatistas e o governo ucraniano.

 

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